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terça-feira, 6 de setembro de 2011

A FOTOGRAFIA DE INSETOS DE STEVE GSHMEISNEER

Encontrei as imagens  do fotógrafo ingles Steve Gshmeisneer que faz um trabalho fotográfico de insetos usando um microscópio eletronico. As imagens coletadas por ele traduzem uma gama de texturas e cores onde os insetos  apresentam-se  como elementos pictóricos e gráficos.
Sua  fotografia imprime algo instigante  porque há um processo artístico  que propõe uma leitura muito particular e ao mesmo tempo original.
Steve Gshmeisneer faz um trabalho minuncioso de investigação e parece suscitar nossas aulas de biologia quando éramos crianças, porém o efeito deste material  é sugestivamente  muito interessante e incrivelmente plástico.








OPTICAL ART

PAULINHO FERRARINI E SUA FOTOGRAFIA

Sou observador e  aprendi ao longo dos anos ter despojamento pra entender a obra de muitos artistas e compreender o universo onde ela se insere. Ao mesmo tempo tento  identificar linguagens inovadoras e contemporâneas. Meu olhar  no Blog na conceitualização de arte é a  de curador, onde tento reunir alguns argumentos de compreensão artística.
Há algum tempo observo o trabalho do fotógrafo paulista  Paulinho Ferrarini,  que vive em Florianópolis e transita por uma linguagem publicitária  e jornalística.     
Seu trabalho tem um universo rico no sentido humano, onde ele se arrisca na projeção de belas imagens.
Sua obra encontra uma linguagem expressiva e formal, onde ele  traduz com maestria uma mensagem afetiva com a produção de uma iconografia extremamente brasileira.
Paulinho Ferrarini faz uma fotografia de apuro técnico e é destes fotógrafos aventureiros que  está em  constante evolução  no seu trabalho  como expressão artística.
A fotografia parece existencializar nele um sentimento extremamente criativo.
Suas imagens refletem  a paisagem da geografia brasileira e belos portraits que ele se dedica em fazer,  com um minimalismo de produção.
Há algo em seu trabalho que me ecoa doses de experimentalismo,   mas com um profundo olhar técnico e provocativo muito bacana.
Paulinho foi  sócio proprietário do Grupo El Divino em Florianópolis e quando largou a sociedade a tres anos, resolveu se dedicar totalmente a sua  paixão que é a fotografia.
E de lá prá cá, ele não parou mais. Em constantes viagens ele tem se dedicado em efetuar fotografias por onde passa, registrando a paisagem do Brasil e pessoas de várias etnias em lugares longícuos de nosso país.
Como um desbravador, Paulinho Ferrarini tem conectado  um trabalho sofisticado criando belas, imagens de pequenas vilas e comunidades no interior do Brasil.
Este trabalho faz parte de sua rotina, pois ele possui um blog no  Donna DC (Jornal Diário Catarinense) que se chama '' Por dentro do Brasil'', onde posta imagens da iconografia brasileira    nas tradições  de festas, de religião, do artesanato e tudo que envolve a cultura popular e étnica de nosso país.
Seu universo traz sensivelmente uma riqueza de imagens que muitas vezes evocam a identidade cultural do Brasil e que nos  emociona.
O bacana na fotografia de Paulinho Ferrarini  não está na temática que ele trabalha, mas sim na maneira como ele traça o fio de seu olhar condutor pela expressividade humana.
Há nas entrelinhas do trabalho dele algo emotivo que nos faz aguçar um sentimento sobre a consciência  da imensidão deste país. E  isto na arte se chama generosidade de expressão.
A fotografia de Paulinho é reveladora no sentido humano, generosa e sensível , o que faz dele um grande artista.
















Economics by Todnesha Brown

O vídeo  postado abaixo trabalha com uma iconografia gráfica de maneira  símbolica  através de recortes geométricos e foi produzido por Todnesha Brown. 
As imagens são sobrepostas de maneira interessante como forma de linguagem e estabelecem um diálogo inserido numa mensagem de códigos.
O vídeo  funciona como  uma resposta à intensa atmosfera política que tem estado  presente desde a eleição do presidente Obama.  Todesha Brown usa uma iconografia gráfica colonial e faz referências a raça como um fator chave para a glorificação / desmonetização do presidente  em  uma clima "pós-racial"  da América.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

AKIO HIRATA

Akio Hirata é um designer japones de chapéus (Nagano-1925). Ele se tornou  um dos designers mais influentes do Japão e ensinou  seu ofício por 38 anos ( desde1962 até 2000) para milhares de estudantes.
Sua melhor aluna foi sua própria  filha , Ohko Ishida que lançou suas coleções próprias a partir de 2000 e que fazem sucesso até os dias atuais.
Akio Hirata tem colaborado com muitos dos melhores designers de moda do Japão, incluindo Yohji Yamamoto, Rei Kawakubo e Hanae Mori.
Em 1962, ele viajou para a França onde conheceu o modista francês Jean Barthet, chegando a treinar seus funcionários  e desenvolvendo suas técnicas até 1965, naquele país.
No mesmo ano  ele retornou para o Japão e fundou sua própria casa de design, que ele chamou de Haute Modo Hirata. 
Todos os chapéus  que ele cria, são feitos à mão com enorme apuro técnico.
Seu trabalho é conhecido internacionalmente com uma enorme clientela,  entre elas estão  Sophia Loren, a atriz já falecida Grace Kelly e mais recentemente marcas internacionais como   Issey Miyake, Yohji Yamamoto e Comme des Garçons
Abaixo estão postadas imagens de uma instalação com seus chapéus suspensos por fios  e que fazem parte da exposição que homenageia os 70 anos de Akio Hirata, que acabou se tornando um dos maiores chapeleiros do mundo. 
A instalação foi montada  com quatro mil chapéus  no  Salão Spiral Garden em Tokio.
Veja mais em www.hiratatelier.com 





sábado, 3 de setembro de 2011

OLEG DOU E SUA FIGURAÇÃO HÍBRIDA NA FOTOGRAFIA

Oleg Dou e um  jovem fotógrafo russo que nasceu em  Moscou e seu trabalho está ligado em criar uma estética figurativa que é inspirada no universo do movimento surrealista. Sua mãe é  uma pintora,  influeciando-o também no campo da arte. 
Suas imagens são criativas e muitas vezes andróginas e híbridas. Seu trabalho é recriar a figura humana, manipulando a imagem e inventado  uma textura diferente sob a pele. Oleg Dou retira sobrancelhas e cílios de seus personagens  e reiventa uma nova estética visual como se fossem de cera ou mesmo de porcelana.
Em seu site ele deixa mensagens que evocam a sua  intimidade e evidenciam a indicação estética de seu trabalho.
Olegdou conta que teve contato com eletrecidade quando tinha dois anos de idade e  ser eletretrecutado é a lembrança mais forte que ele tem quando era criança.
Ele diz:'' quero inventar uma situação que acontece por exemplo, em filmes europeus: não parece ser uma mensagem específica, mas a situação brinca com a nossa cabeça e nos faz perguntar a nós mesmos perguntas como: o que é isso? "
Voce pode ver mais sobre sua obra em http://www.olegdou.com/
















sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ISHBEL MACINTOSHI E SUA INSTIGANTE OBRA ''SEREIA EM UMA MALA''

alguns meses atrás visitando numa tarde minha amiga Sophy Doyle em sua casa em Florianópolis, me deparei com um quadro em sua sala que me chamou a atenção. Era uma  bela impressão  de um rosto feminino em  grande formato.
Conversando com ela,  me contou que tratava-se do trabalho de uma artista amiga escocesa nascida na África, chamada Ishbel Macintosh e atualmente residia na cidade. Depois vim a conhecer esta artista  nesta mesma tarde em sua casa.
Pois bem, ontem fui ver a exposição de Ishbel Macintosh, que está acontecendo no espaço cultural da Loja Top House no Shooping Casa & Design aqui na cidade. 
A mostra reúne  obras fascinantes no sentido da sua iconografia e pela história conceitual de seu trabalho. A exposição se chama ''Mermaid in a Suitcase'' ou ''Sereia em uma Mala'' e reúne um total  de 15 telas, medindo 1.5m x 2.5m  e representam diversas imagens da artista. Trata-se de uma série autobiográfica inspirada em  fotografias  na época que a artista trabalhou como  modelo de alta costura e tiradas há 20 anos atrás.
Estas fotografias  haviam sido armazenadas em uma mala e foram danificadas através de  um alagamento no jardim de seu apartamento em Londres em 2008.  Mais tarde ao abrir esta mala, ela se deparou com o processo sofrido nas imagens do celulóide com o contato da água.
O conjunto deste material ela reuniu de maneira existencial e poética, imprimiu suas imagens  em canvas e enfatizou  uma simbiose de beleza, destruição e o processo de desintegração do tempo. O material havia sofrido uma metamorfose sobre sua  originalidade documental.
Com sofisticação ela criou uma obra  que confronta sua própria imagem  jovial como  modelo e possibilita um questionamento profundo sobre a existencialidade  humana.   Ishbel se desvenda nesta busca de maneira brilhate e mágica com seu trabalho de arte.
Trabalhando anos atrás como modelo, ela encarnou artisticamente diversos personagens para fotógrafos. 
Ela conta que começou a trabalhar no fim de sua  adolescência e  por volta de seus  vinte e poucos anos, como modelo de alta-costura.  Se tornou requisitada nos anos 80  por fotógrafos artísticos e passou a fazer diversos trabalhos para editorias de moda e revistas especializadas, morando em Nova York. 
Mais tarde ela largou a carreira, guardou suas memórias como modelo, teve restaurante, casou teve duas filhas, apresentou um programa de rádio e de TV sobre culinária na Discovery Channel e retornou a morar em Londres, onde também começou a se dedicar a arte e começou a fazer exposições de seus trabalhos.

O proceso de criação de ''Mermaid in a Suitcase''- ''Sereia em uma Mala"

Em 2008, diante do episódio do alagamento   ao se deparar com a referida mala que  continha  as tais fotografias, Ishbel  Macintoshi ficou  perplexa com a  perturbante dicotomia daquele encontro. As impressões danificadas  das fotografias daqueles anos  joviais como modelo se desintegraram em  suas mãos. Elas revelaram uma alarmante verdade, uma beleza perturbadora diante da   mortalidade.  A conseqüência do alagamentono do jardim de seu apartamento, fez com que  a água executasse simbólicamente a  sua própria escavação arqueológica na  sua  psique. 
Os tais pedaços de celulóide danificados tinham registrados de alguma forma a história geológica do seu  Eu.
Foi como que terremotos, derrames de lava,  inundações, secas e as tempestades do tempo em sua vida. Feito sereias assombradas, essas imagens distorcidas da sua beleza jovial  falaram diretamente com ela no sentido de sua existencilidade.
Ishbel reuniu o conjunto de imagens que traduzem uma iconografia auto-biográfica e sintetizou um acontecimento de maneira inteligente e emocional.
O que esta artista fez é algo maravilhoso, profundo e questionador, transpondo os limites estéticos e indo ao encontro de um questionamento filosófico.
Ela ressuscita um fio condutor da obra do artista  Marcel Duschamps e abre um horizonte imenso de possibilidades materiais.
Ishbel Macintoshi tem uma história de vida linda, morou na África ainda criança e depois venho a morar com sua família na Escossia, terra de seus pais.
Se tornou uma grande artista depois de sua passageira vida como modelo.
Parte de sua história é contada em seu site de maneira poética e ela tem um trabalho de arte muito bacana.
Seus trabalhos artísticos  já foram exibidos  no  Museum of Long Island, New York, -''Two Person Exhibition'' (1994) e no Leigh Hawkey Woodson Art Museum, Wisconsin -“Birds in Art”(1997), além de ter exposições na Sothebys London, Charity Auction (2004), Puck Building, Group Exhibition-New York (2001),  Dillon Gallery, Group Show-Long island (2001),The River Keepers, JFK,Hudson River (1999),  Sun Storm Magazine, Group Exhibition-Long Island (1999), Dillon Gallery annex, Solo-New York (1998), The Flat Iron Building “Green Gorillas”-New York(1998), Dillon Gallery, “Summer Group Exhibition”-New York (1998),Dillon Gallery, “Black or White"-New York (1997),Elaine Benson Gallery-Long Island (1997), Dillon Gallery, “Black or White"-New York (1997), Elaine Benson Gallery-Long Island (1996), Chrysalis Gallery-Long Island (1995), Ambassador Gallery, “Group Exhibition”-New York (1995).
Abaixo estão alguns registros da sua instigante e bela obra.